Cotações dos insumos das resinas termofixas seguem em alta

Relação desequilibrada entre oferta e demanda impulsiona os preços de toda a cadeia

As cotações internacionais dos insumos usados na fabricação das resinas termofixas continuam atravessando um ciclo de alta. Como o Brasil não exerce qualquer tipo de influência nesse movimento – ou seja, não atua como formador de preços – é sistematicamente impactado pelas variações apresentadas no exterior.
         Vale ressaltar que, com a eclosão da crise econômica no final de 2008, os principais fornecedores globais da cadeia petroquímica reduziram drasticamente as suas capacidades instaladas. Com a retomada da economia, a demanda mostrou-se maior do que a esperada, ultrapassando a nova capacidade desses fornecedores. Assim, desequilibrada a relação entre oferta e demanda, os preços passaram a subir constantemente.
         Apenas a título de ilustração: os preços globais do benzeno, insumo que dá origem a produtos como monômero de estireno e epóxi, subiram nada menos do que 17% em janeiro – tendência que deve permanecer ao longo de boa parte do ano, atestam os especialistas.
         Diante do exposto, a Ashland foi obrigada a efetuar repasses entre 7% e 9%, conforme a família de produtos, em 01/02/2011.

Fonte: SLEA Comunicação